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Atenas Dia 1 – Onde e quando eu abri minha mala

O primeiro post. Nascer. Surgir. Criar. Abrir a mala. Entrar na mala.

Nada melhor do que começar no lugar que é o berço de muito do TUDO

que nos remetemos ainda hoje: Atenas, Grécia.

Com seus mais de 3400 anos, capital da arte e democracia, Atenas é uma das cidades mais vibrantes da europa e certamente uma das minhas preferidas.

Mesmo não sendo a primeira escolha de muitos que visitam a Grécia, principalmente pela primeira vez, Atenas nunca vai te decepcionar.

Sendo a maior cidade da Grécia e também a capital, a cidade exala energia, modernidade, carisma e coisas para fazer. Cada esquina e cada canto cheira a história, numa mistura quase mágica com o burburinho da Atenas de hoje.

Segundo os gregos politeístas, a deusa Atena, primeira mulher criada por Zeus (o pai de todos os deuses) foi escolhida padroeira da cidade que hoje, no plural, leva seu nome.

Segundo a mitologia Grega, Atena venceu uma batalha acirrada contra o poderoso deus dos mares, Poseidon, dando de presente para o povo, a oliveira, que simboliza paz e prosperidade.

Cheguei num sábado, quase meia noite e como estava sozinha nessa viagem, escolhi ficar em um hostel.

Pra quem viaja e conhece, sabe que encontrar um hostel que te ofereça conforto, segurança e bom preço, nem sempre é fácil – porém, a chance de interagir com pessoas de diferentes culturas e interesses é sempre garantido.

O hostel Quinta, que mais parece um boutique hotel, com seu estilo vintage e cheio de personalidade, foi uma escolha online através do www.expedia.com, que com suas fotos atraentes e preço justo, me encheu de expectativas.

Quando cheguei, sabia que estava prestes a vivenciar algo especial – a energia e personalidade do local, refletem a essência, o gosto apurado e único da proprietária, Eva.

As fotos do website, mesmo lindas, não conseguem mostrar a peculiaridade do lugar….seu quintal aconchegante, onde todos se reunem para longas conversas ao redor da mesa, que está sempre recheada de quitutes feitos pela mãe da anfitriã, que servindo seu licor (que cheira à canela e noite de natal) cuida de cada hóspede, como se fossem amigos que estão visitando sua própria casa.

E assim, em uma semana que estive ali, ganhei amigos e vi muitos cancelarem viagens por querer ali ficar….semanas e semanas.

No domingo acordei cedo, e orgulhosa da lista de coisas para fazer nas mãos, segui em direção ao bairro de Monastiraki, que aos domingos, oferece uma feira de antiguidades, de enlouquecer.

Moradora de Londres há 4 anos, sentir o sol na pele é uma sensação rara. Portanto, a caminhada de 30 minutos debaixo do sol, do hostel até Monastiraki, foi uma dádiva grega.

Como amo tudo que é vintage, foram horas caminhando e admirando cada pedaço da área, que hoje também acomoda os melhores restaurantes, bares e cafés da cidade.

As ruas estreitas e ladeiras de Monastiraki que se encontram com o bairro de Plaka, é um must. Cuidado pra não se empolgar demais com as compras, já que ali, também se encontram muitas das melhores lojas da cidade.

Depois de almoçar resolvi pegar o famoso ônibus vermelho – que é uma ótima opção pra quem tem pouco tempo pra visitar a cidade ou para aqueles que, assim como eu, gostam de ter uma visão geral de tudo e um conforto de poder subir e descer nos principais pontos da cidade, sem depender só de transporte público ou caminhar.

E foi assim que conheci dois casais brasileiros, que no auge dos seus cinquenta e poucos anos, tinham mais energia e paixão que muitos casais no florescer dos seus vinte.

E com eles passei uma tarde maravilhosa, cheia de boas conversas e histórias de todos os países e lugares que eles já visitaram. Tudo o que qualquer aspirante viajante, como eu, precisava no meu primeiro dia.

Terminamos a noite jantando num dos restaurantes do porto de Pireus, bem assim, do lado do mar.

Depois de muitas risadas, pegamos o trem, que em vinte minutos nos trouxe de volta ao centro de Atenas. E foi ali, que sob às luzes da cidade, me despedi dos meus mais novos amigos. Ainda bem que existe facebook!

Voltei pra casa de taxi.

PS: Todo taxista na Grécia fuma, é um pouco guia e tem orgulho da cidade. Voluntariamente te dão dicas e aula de história – valor da corrida: 5,00 euros.

Links relacionados:

– Quinta hostel: http://www.expedia.co.uk/Athens-Hotels-Athens-Quinta-Hostel.h8957802.Hotel-Information

– Monastiraki: http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g189400-d265865-Reviews-Monastiraki-Athens_Attica.html

– ônibus vermelho: http://www.hop-on-hop-off-bus.com/

– Porto de Pireus: http://en.wikipedia.org/wiki/Piraeus

Carol

Sobre Carol Pascoal

Brasileira, residente em Londres, profissional de visual merchandising e blogueira. Viajar é minha paixão e por isso criei o blog Na Mala com Carol, onde escrevo sobre minhas experiências e tudo que faz parte do meu estilo de vida. Fashionista por opção, sou também colaboradora para blog Julia Plus, onde escrevo sobre viagens.

2 comentários on “Atenas Dia 1 – Onde e quando eu abri minha mala

  1. tainá
    20 de novembro de 2014 at 7:58 pm

    Incrível amiga!! Ler seu texto me fez sentir ao seu lado nessa viagem inteira! E como eu gostaria de ter estado! Continue escrevendo suas lindS expêriencias, pois tenho ctz que muitas pessoas vão lhe acompanhar! Grande beijos

  2. pascoal ferreira
    20 de novembro de 2014 at 8:28 pm

    Até que enfim estou literalmente ” namalacomacarol “, onde sempre estive e agora mais do que nunca. Parceiro que fui em algumas aventuras, quero poder segui-la, mesmo de longe, por esse mundo afora. Nos delicie com suas histórias e fotos sempre com o toque mágico de Carol.

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