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7 coisas para fazer em Copenhagen – em dois dias

Imagina uma cidade linda e organizada, onde nem as bicicletas nas ruas precisam de cadeado. Imaginou? Essa é Copenhagen.

Capital da Dinamarca, sede do parlamento e casa da família real dinamarquesa. Cidade plana, onde o transporte mais usado é a bicicleta, cheia de histórias & curiosidades e ao mesmo tempo moderna e descolada.

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Capital também da gastronomia (entre muitos, o melhor restaurante do mundo está lá, o NOMA), onde a cada esquina tem um café ou restaurante ou mercado, servindo delícias dos mais diversos estilos e sabores. Pra quem gosta de peixe e frutos do mar, será seu paraíso na terra.

Cidade do Tivoli, o segundo parque de diversões mais antigo do mundo em funcionamento, Copenhagen, também é um pouco mágica.

Tem castelo, tem museus, tem palácios e tem a Black Diamond (Diamante Negro),contemporâneo e imponente, contrastando com os séculos de tradição e cultura, estampadas em quase todo o resto da cidade.

Copenhagen também é dos contos de fadas.Terra onde nasceu “A Pequena Sereia” e “O Patinho Feio” pelas mãos e sonhos do escritor Hans Christian Andersen.

Precisa de mais algum motivo para que você se encante pela cidade? Bom, posso listar mais um monte de razões para você comprar uma passagem agora, mas pra começar, aqui vai a lista de sete coisas para você não deixar de ver e/ou fazer quando estiver por lá:

 

 1 – Deixar a criança dentro de você, ganhar vida no TIVOLI GARDENS

Dizem que foi o Tivoli que inspirou Wall Disney a construir a Disneylândia, na California e desde de que abriu as portas em 15 de Agosto de 1843, vem enchendo de alegria e magia, as vidas de quem tem o prazer de por ali passar.

A localização não poderia ser melhor, fica bem no coração da cidade e de frente para a estação central de trem. Uma das coisas mais lindas do parque, são os jardins iluminados, então não deixe de estender a visita ou chegar no fim do dia, já que fica aberto até meia noite.

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2 – Se dar ao luxo de saborear pratos em, ao menos, um restaurante Michelin

Como disse, a gastronomia de qualidade oferecida em alta demanda na cidade, é hoje reconhecida mundialmente.

No NOMA,é difícil de conseguir uma vaga para visitar, porém talvez você tenha mais sorte que eu. A minha escolha, como não consegui ir lá, foi o MARSHALL, que fica dentro do tradicional Hotel D’Angleterre. Estava acompanhada de um amigo, e escolhemos o tasting menu, com 7 pratos. Foi fantástico!

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 3 – Fazer um Free Walking Tour“, com um guia local e aprender todas as curiosidades sobre a cidade

Esse passeio foi dica de uma amiga filipina que trabalha comigo e eu achei incrível. São as palavras da minha amiga e apaixonada por viagem Sara Hypolitho:

” É um tour de 2 horas e meia feito todinho a pé, por guias voluntários que só ganham a caixinha que damos para eles no final do tour. Eles dizem que fazem por puro amor à Copenhagen mas no final do tour está todo mundo tão encantado com a cidade e as histórias que as caixinhas costumam ser bem altas.
Quando eu digo que são 2 horas e meia andando as pessoas costumam fazer aquela cara de preguiça, mas juro que as horas passam voando e, como Copenhagen é bem pequena, não andamos nem 3km nesse tempo todo. O meu guia era canadense e uma simpatia, sempre contando histórias diferentes e nos levando em lugares não tão óbvios. Claro que teve o Town Hall, Tivoli Gardens, Danish Royal Palace, Nyhavn, Strøget, Nytorv e Opera House mas também passamos pela casa onde o fundador da Carlsberg nasceu e soubemos histórias incríveis que aconteceram no Hotel D’Angleterre durante a época do nazismo e como começou a vida de escritor do famoso dinamarquês Hans Christian Andersen, que viveu em Nyhavn durante mais de vinte anos, onde escreveu os seus primeiros contos como “A Pequena Sereia” e “O Patinho Feio”.

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Falando em “A Pequena Sereia”, Copenhagen é tão grata à Hans que tem uma estátua da sereia na cidade. A estátua virou ponto turístico mas eu confesso que me decepcionei um pouco… Tive que andar bastante pela beira do rio depois do Kastellet para chegar até ela e achei bem pequenininha e sem muita graça. Ela fica ali, no meio do nada, com um fundo não muito propício para fotos.

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Ali perto, mas do outro lado do rio, fica um dos lugares mais cool da cidade, o Copenhagen Street Food. Localizado no Papirøen (Paper Island), também deu um trabalhinho chegar lá porque não existem muitas pontes que atravessem o rio, mas valeu muitíssimo a pena. Trata-se de um mercado de rua cheio de food trucks dentro de um galpão super descolado com comidas de todos os tipos e países, além de um aquecimento potente. Você não vai ver muitos turistas por lá e no verão rola música e mesinhas na rua, do jeito que a gente gosta!”

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Eu não fiz esse tour, mas vou voltar no verão, e já está na minha lista 🙂 Obrigada, Sara!

 4 – Conhecer Cristiania

Cristiania – ou “Freetown” (cidade livre) é a comunidade hippie alternativa mais conhecida do mundo e uma das mais antigas também.

Não existe uma separação com a cidade que seja visível aos olhos, mas para quem caminha em sua direção, rapidamente percebe a diferença – tudo mais calmo e menos cosmopolita.

A comunidade hoje, se trata de cerca de 1000 habitantes, e com suas leis próprias, conseguem manter uma utopia de liberdade de expressão e escolha de vida, respeitada pelo resto do país e por seus visitantes. O uso de certa drogas é aceito mas é tudo muito sútil. Alguns lugares vendem, de maneira bem disfarçada e disfarçadamente autorizada.

As lindas artes estampadas nas paredes, os arredores, o canal, a torre dourada em espiral da igreja “Vor Frelsers Kirke” são algumas das cenas com que você pode contar. Mercados de rua, conversas de mente aberta com alguns locais, sentada em uma mesa de um dos cafés ou bares, vão por conta da sua vontade. Eu passei algumas horas ali, e foi uma das experiências mais verdadeiras da minha passagem pela cidade.

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5 – Passear por Nyhavn e tirar as fotos mais lindas da viagem

O que dizer do local que é o maior cartão postal da cidade? Cafés, bares, restaurantes e casas centenárias coloridas, são a moldura que cercam o canal, com seus lindos barcos à vela. Tão linda de dia, quanto a noite, vale a pena passar por ali algumas vezes, só porque você está lá e pode.

E claro, faça o passeio de barco pelas águas do Mar Báltico, que sai do porto de Nyhavn.

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6 – Encher os olhos e a barriga no Torvehallerne Market

Dica da Sara, que esteve ali uma semana antes de mim, e que não podia deixar de conhecer.

Passei por lá no fim do meu primeiro dia de passeio, e saboreei algumas das maravilhas gastronômicas do lugar. Pensa em peixe e frutos do mar. Pensa em todos os tipos de especiarias. Pensa em queijos, salames e presuntos. Pensa em carne, sanduíches e pratos feitos. Pensa em comer, enquanto anda, pensando na sua próxima escolha. Pensa em vinhos e cervejas, sucos e frutas. Pensa em doces e chocolates. Pensa em café e chá. Então, tem tudo ali e isso é só um pouco. Só não vale pensar na dieta 🙂

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7 – Conheça ao menos um dos cafés listados abaixo

Dica da Carol: Møller Kaffe & Køkken

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Desde que abriu as portas, no ano passado, está sendo destaque de muitos blogueiros e revistas especializadas, que não cansam de elogiar a qualidade do “breakfast”, que ali é servido o dia inteiro.

A decoração é bem estilo nórdico, com um toque meio vintage, o café é orgânico, assim como todos os ingredientes usados nos pratos servidos. Vale a pena, com certeza.

Dica da Sara: The Coffee Collective

“Uma dica super válida para quem ama café como eu é que em Copenhagen está um dos cafés mais renomados do mundo inteiro, o The Coffee Collective. Eles têm três lojas em Copenhagen e eu visitei a que fica dentro do Torvehallerne, as outras duas são em Godthåbsvej e Jægersborggade. Fiquei encantada, eles são devotados à ciência do café mas num clima super low profile. Eu estava de olho nuns doces que tinha visto numa outra barraquinha dentro do mercado e então pedi o meu café “to take away” mas, sem excesso nenhum, fui aconselhada pelo barista a tomar na xícara pois o sabor é muito diferente. Eu que não ia questionar né? Deixei meu doce pra lá e tomei o café ali, na xícara, acompanhada de um copo de água que eu mesma tirei de uma torneira que eles mantem na loja e uma revista incrível só sobre técnicas de torra. Ah, e aquela vista fria e linda que só Copenhagen tem, cheia de luzinhas de Natal. Uma experiência.

Vou dar uma de bairrista aqui e contar que o Linus, um dos três sócios do The Coffee Collective, é casado com um brasileira que ele conheceu no mundo dos cafés também. A Yara ganhou vários prêmios de melhor barista e hoje mora lá em Copenhagen com ele e as duas filhinhas do casal <3 ”

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Lógico que tem toda a parte histórica, tem os museus, o Palácio Real, a Opera House, a estátua da Pequena Sereia, o Jardim Botânico e muito mais pra ver em Copenhagen. E sim, você vai conseguir ver tudo, em dois dias. Assim como a Sara mencionou em seu texto, a cidade é pequena e fácil de transitar. Para quem gosta de pedalar, alugar uma bicicleta e fazer tudo “à la duas rodas”, é uma ótima opção.

Eu fui no inverno e preferi a comodidade do ônibus panorâmico – que passa de 15 em 15 minutos, nos mais famosos pontos da cidade – e aí fica fácil, é só subir e descer.

Visite Copenhagen  e entre Na Mala da Carol!

 

Carol

Sobre Carol Pascoal

Brasileira, blogueira e profissional de vendas da indústria de moda, especializada em vendas e visual merchandising de acessórios de luxo. Viajar é um estilo de vida, assim como fotografia, arte e tudo que está ao meu redor e que me inspira. O Na Mala com Carol é um projeto onde divido minhas experiências e estilo de vida e também forneço serviços especializados em turismo de moda e consumo.

Um Comentário

  1. Flavia Godoy
    15 de março de 2016 at 11:39 am

    Carol, essas dicas ajudaram muito a minha viagem! Fiquei dois dias em Copenhague e essa orientação foi ótima para eu não perder nada.
    Uma pena que o parque Tivoli estava fechado – aparentemente, ele só abre no verão, no halloween e na época do natal. Mas foi a única coisa que perdermos.
    Amei a cidade e as dicas! obrigada!!

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