IMG_0948

O que fazer em Lisboa e Sintra, em dois dias

Depois de 10 anos morando na Europa, enfim decidi visitar Portugal.

Não sei ao certo o porque demorei tanto, mas confesso que nunca esteve na minha lista de prioridades. Como vim só para um fim de semana, escolhi Lisboa, meio que aleatoriamente.

Cheguei numa sexta à noite, indo direto do trabalho pro aeroporto e assim que cheguei, fui direto pro hotel.

Como estava meio tarde, ao invés de pegar transporte público – o que podia ter feito, já que tinha metrô e ônibus que me levariam na porta – peguei um táxi, paguei €25, mas depois descobri que aqui o UBER funciona e teria sido ao menos €10 mais barato.
Escolhi um hostel, nem mesmo por questão de economia, mas como estava sozinha, sabia da interação que só hostels oferecem e achei que ia ser de bom uso.

O Lisbon Calling foi um achado, dica do LONELY PLANET. Descolado e muito bem localizado, na Rua de São Paulo, no Cais do Sodré. Escolhi um quarto com banheiro só para mim: enorme, estilo meio curtiço-chic europeu, misturado com móveis setentistas e muita referência de pop arte.

Lisbon Calling:

IMG_0112

Não tinha plano nenhum de sair porque queria acordar cedo e bater o máximo possível de perna, mas acabei encontrando dois amigos, que me convidaram para conhecer Lisboa Alta. Lá é onde acontece toda a cena de boemia jovem da cidade e além do clima estar bem mais ameno do que a fria capital inglesa onde moro, a energia da cidade e dos locais me lembrou muito o Brasil… Pessoal em pé, fora dos bares, que um após o outro, lotavam as ladeiras das ruas estreitas da região. Jovens dando risada, sentados nas calçadas e curtindo o início do fim de semana… Parece familiar??? Senti uma energia tão boa que me conquistou logo de cara.

Sintra fica bem pertinho de Lisboa, há 30 minutos de trem e, como meus amigos estavam indo pra lá no sábado, resolvi passear pelas bandas de lá e valeu muito a pena.

Saí do hotel lá pelas 10:30 da manhã e pegamos o trem na estação de Sete Rios (que fica no mesmo lugar que a estação Jardim do Zoológico de metrô – ticket ida e volta foi €5) e depois de 13 estações, chegamos a Sintra. Fomos focados em visitar os principais pontos turísticos e, entre alguns, escolhemos o Castelo dos Mouros e o Palácio Nacional de Pena.

Em frente à estação de trem, pegamos o ônibus 434, que faz todo o circuito turístico da cidade e, também com €5, passeamos o dia todo.

A primeira parada foi no Castelo dos Mouros. Por €13,40, comprei os tickets para o castelo e para o Palácio de Pena, que também te dá acesso ao Parque de Pena. A caminhada até o topo das ruínas do castelo foi tranquila e durou mais ou menos uma hora e meia, para subir e descer.

Castelo dos Mouros:

IMG_0191

De lá, pegamos o ônibus novamente e subimos até o palácio, que fica no ponto mais alto da serra.
A influência Mulçumana/Otomana foi notável assim que dei a primeira espiada na sua entrada imponente. A cada curva que caminhava, sentia vontade de gritar bem alto: “Que lindoooo!!”. E acho que em alguns momentos não me contive.

Palácio da Pena:

IMG_0400

Saímos do Palácio – ficamos lá por mais ou menos duas horas – e pegamos o último ônibus em direção à estação, que sai de lá às 17hs, e paramos no centro histórico da cidade, na parte baixa. Super pitoresca, com muitas lojinhas, bares e restaurantes com tudo de mais típico que se pode oferecer. Fizemos umas comprinhas e jantamos em um restaurante que era especializado em pratos feitos com bacalhau. O meu, foi o Bacalhau à Brás, com ovo e batata palha… Uma delícia!

De lá, contornamos o Palácio Nacional a pé – que fica bem no coração da cidade, e também é lindo – e chegamos na estação bem a tempo de pegar o trem que estava quase de saída. Voltei para o hostel já de noite e dormi cedo para poder acordar e explorar bem Lisboa.

Dei o check-out do hostel às 9hs, deixei as malas guardadas ali e saí em rumo ao Cais de Sodré, para pegar o ônibus amarelo (aquele de dois andares, turistão total, mas de ótima serventia para quem quer ver muito, em pouco tempo).

A cidade estava ainda calma e vazia. Os alfacinhas (como chamam os nascidos em Lisboa) acordam tarde aos domingos e os turistas começam a aparecer aos poucos. Com o primeiro giro, fui direto até a Basílica da Estrela, passando por muitos pontos lindos da cidade – Praça da Figueira, Avenida Liberdade, Marquês do Pombal e muito mais…

Depois de meia hora, peguei o ônibus de volta, e fui até o bairro de Belém, onde tem a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos e o Monumento do Descobrimento. Todos aos pés da imensidão do Rio Tejo, que de tão grande, mais parece um mar.

Tava sol, mas frio. Muita gente andando de bicicleta pela orla, muita gente tomando café nos bares da passarela entre o Monumento e a Torre e o dia assim, começou a ganhar vida.

Não entrei no Mosteiro, pois sabia que não iria poder ver tudo. Escolhi subir no mirante do Monumento e ali tirei fotos lindas e avistei uma boa parte da cidade. Tudo lindo.

Belém, Monumento do Descobrimento:

IMG_0615

Andei até a Torre e não entrei, ao invés, me programei pra voltar e ali, ver o pôr-do-sol.

Então peguei o ônibus de novo e fui direto até a Praça do Comércio – a maior praça da cidade, imponente, com seu Monumento de Dom José I, toda a beleza da Rua Augusta e de suas fachadas do século XVIII – e de lá, subi a pé até chegar de novo na Praça das Figueiras.

No caminho, parei na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau (imperdível, claro!) e fui observando muitas das cenas clássicas da cidade, tais como o tram 28, que sobre e desce a ladeira até a Sé, as calçadas portuguesas do centro da cidade, as sacadas decoradas com os mais diferentes ornamentos, os elevadores e as lindas casas com paredes de azulejos… Tudo assim, em meia hora!

A Praça das Figueiras é conhecida por ser casa pra muitas feiras que acontecem na cidade. Nesse fim de semana, estava acontecendo a feira gastronômica, com comidas e produtos de diferentes regiões de Portugal… Andei entre as barracas, mas mesmo tudo parecendo ser delicioso, preferi focar nos passeios e continuei minha jornada, pegando o ônibus novamente, mas dessa vez, em direção ao circuito que vai até o Parque das Nações – a parte moderna da cidade.

Parque das Nações:

IMG_0777

Na volta, mais uma vez desci na Praça do Comércio, e segui rumo ao bairro de Alfama, onde a pé, subi até o largo da Sé e o Castelo de São Jorge, passando pelo famoso Clube do Fado.
Alfama:

IMG_0860

Peguei o TukTuk lá de cima, até o Mercado da Ribeira. Achei caro, custou €10, mas foi válida a experiência (PS: chacoalha muito… Nada legal pra quem tem problemas na coluna).

Tuk-Tuk:

IMG_0907

O Mercado da Ribeira é uma versão menor da Boqueria de Barcelona, e me lembrou um pouco o mercado de Oslo, na Noruega, com seus restaurantes requintados e muita gastronomia local, de qualidade superior e preço acessível. Ali também comprei um perfume delícia e uns cartōes postais bacanas – bom lugar para comprar uns presentinhos pra família e amigos.

Quando saí, já estava escurecendo e segui de volta rumo a Torre de Belém e por muito pouco não perdi o pôr-do-sol…. Mas consegui, fechando o dia com chave de ouro.

Pôr-do-sol na Torre de Belém:


Mercado da Ribeira:

IMG_0914

De volta para o hostel, peguei as malas e com o UBER fui para o aeroporto. Me custou €13,50 e cheguei com tempo suficiente para tomar um café e descansar antes de pegar o vôo de volta pra Londres.

O passeio foi curto, porém, intenso. Deu para me apaixonar e querer voltar muito em breve, já que não deu tempo de fazer muitas coisas, mas ficaram na lista. Tais como:

Visitar o Museu da Moda, o da Arte Moderna e do Azulejo; Passear pela área do Parque das Nações, visitando os museus e edifícios; entrar no Mosteiro dos Jerônimos; assistir a um show de fado; visitar Cascais, já que também é pertinho… E por aí vai… Se você for antes que eu e com mais tempo de visitar todos esses lugares, coloca aqui suas dicas nos comentários!

Entregue-se para Lisboa e Sintra, visite Portugal e boa viagem!!!!

Carol

Sobre Carol Pascoal

Brasileira, residente em Londres, profissional de visual merchandising e blogueira. Viajar é minha paixão e por isso criei o Na Mala com Carol, onde escrevo sobre minhas experiências e tudo que faz parte do meu estilo de vida.

2 comentários on “O que fazer em Lisboa e Sintra, em dois dias

  1. Patrícia
    2 de janeiro de 2016 at 9:44 am

    Me senti em cada sítio.
    Sou apaixonada por Lisboa e espero que um dia possa vivenciar esta tua experiência.
    E de certeza vou amar ainda mais este país se isto é possível.

  2. Sara
    29 de dezembro de 2015 at 8:49 pm

    Carol!!
    Terminei de ler esse post e comprei minhas passagens para Lisboa! JURO!!
    Amei, me transportei pra lá e me senti viajando com você! Demais!!!
    Depois divido com o blog as minhas experiências por lá, não vou perder o Museu do Azulejo de jeito nenhum!!!
    Beijos

Comente